| Sexta-feira, 9/01/2009 |
ALEGRIA DE VIVER
Publicado em 05/10/2008Olá caríssimos leitores da Coluna Ser Espaço Aberto. Estou de volta com uma nova matéria que reflete meu atual estado de alma!!! Peço que perdoem minha ausência na semana passada, pois fui buscar inspiração em outros ares, em outros espaços, em outros tesouros. É sempre bom e essencial renovar nossas energias, nossas expectativas de vida e nossos projetos existenciais. Porém, ainda é tempo de minha presença neste espaço sagrado e maravilhoso.
Nestes últimos dias estive pensando sobre algo que nos falta, algo que faz com que sintamos um espaço vazio em nosso coração, algo que desejamos mais, não conquistamos ou assumimos em nossa existência. Aprendemos que não devemos ser soberbos, gananciosos, invejosos e vaidosos. Este aprendizado porém, faz com que nos percamos de nossas habilidades, nossas competências, de nossas alegrias de viver, de tudo o que temos de melhor em nós.
Já perceberam que sempre que estamos alegres, satisfeitos, encorajados, esperançosos, vitoriosos, alguém sempre chega desconfiado de nós e alguns até arriscam uma piadinha assim: “Viu o passarinho verde hoje?” ou assim: “ Nossa!!! Você deve ter tido uma noite bem satisfatória hein!! Está tão feliz!!! Não se espante, a felicidade alheia nos incomoda tanto que sentimos vontade de que ela não exista, porque, na verdade, nós não estamos felizes.
Não sinta vergonha por isto. Este panorama é cultural. Podemos ser solidários na “desgraça” alheia, mas não na alegria. Aliás, tem pessoas que nem podem ouvir falar nesta palavra: “desgraça”. A tradução dela é simplesmente tratar-se de algo que não tem graça, ou seja, algo triste, funesto, calamitoso e por ai vai. A nossa cultura valoriza muito mais a desgraça do que a graça. Aliás, ultimamente, percebo que quem tem graça é muito criticado, julgado e até mesmo desrespeitado.
As pessoas que gostam de sorrir para a vida e com a vida são muito mal vistas. Dizem até que: muito riso é sinal de pouco siso. E então, guardamos nossa alegria de viver para que não sejamos julgados de sem juízo. Nas culturas machistas, as mulheres que gostam muito de sorrir, são confundidas com mulheres fáceis que qualquer um chega e “leva no bico”. Tem pessoas que quando percebem uma mulher muito risonha a julgam regateira, ou a acham sem pudor. Isto ainda acontece em pleno século XXI. Fico indignada que enquanto os avanços tecnológicos batem à nossa porta, quem o produz não evolui nos valores, nas atitudes e nas relações. A nossa cultura padece de insanidade moral!!!
Porém, tenho percebido que quem muito julga, o faz porque não tem dentro de si a plenitude e a divindade de SER FELIZ. É por isto que se incomodam tanto com a alegria, com a luz e com a plenitude de outrem. Quando desejamos ter algo que não temos mas, identificamos este algo em alguém, temos que dar um jeito de prejudicar quem tem o que tanto desejamos e não temos. Isto é invejar.
Quero aqui valorizar a alegria, o prazer em viver, a energia positiva em viver plenamente o que temos de melhor dentro de nós. Se está dentro, pode ser refletido. O problema é quando queremos ter fora, o que não temos dentro de nós. Por isto, busque se conhecer mais e mais, para que seja possível conquistar seus desejos e sonhos. Este é o caminho para que compreendamos a alegria alheia. E quando nos sentirmos incomodados com a alegria alheia, saibamos que falta em nós esta mesma alegria. Busque-a com esperança e a conquistará.
Quem já a tem, não a guarde porque os outros estão incomodados com a sua alegria de ser e de viver. Extravase a sua alegria, contagie outras pessoas com a sua alegria e contemple os resultados que a sua alegria traz para a sua vida. A alegria de viver falta a muitos, simplesmente porque deixaram de acreditar que é possível sentir alegria, ser feliz e estar satisfeito consigo mesmo. Não abra mão de sua alegria. Ela foi conquistada, construída e incorporada no decorrer de sua existência. Isto não tem preço que pague. Não se compra alegria em lojas, shoppings, ou supermercados. A alegria precisa ser cultivada por você no jardim de sua morada espiritual.
Agora pense um pouco: quantas e quantas vezes você guardou sua alegria porque alguém se sentiu incomodado por ela? Permita que sua vida seja alegre, permita que você seja alegre, permita que seus amigos sejam alegres, permita que o mundo e o planeta sejam alegres. NAMASTÊ.
Andréa Maciel – Terapeuta Sistêmica de Família, Casal e Individual
Especialista e Consultora em RH
Facilitadora de Dinâmicas de Grupo
Palestrante em diversos temas
Capacitação, supervisão e treinamentos para empresas,
profissionais e grupos de interesse.
Contato: (38)9908-8003
Email: andreaestrela@viamoc.com.br
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